Como montar um cardápio digital que vende: foto, ordem e preços

Por Bruno Fernandes, fundador da IA do Chefe5 min de leitura

Como montar um cardápio digital para o meu restaurante vender mais pelo celular?

Comece pelo que mais vende: poucas categorias, na ordem em que o cliente decide, com os campeões no topo. Cada item precisa de nome claro, foto real, descrição curta com o que vem no prato e preço final, incluindo tamanhos e adicionais com o valor de cada um. Tire do ar na hora o que acabou. Um cardápio digital bom é o que o cliente consegue fechar sozinho, sem precisar chamar no WhatsApp para perguntar.

Poucas categorias, na ordem em que o cliente decide

O cliente abre o cardápio no celular, com pressa e com fome. Ele decide primeiro o prato principal e depois o que vem junto. Siga essa ordem: pratos principais ou mais vendidos no topo, depois acompanhamentos e porções, bebidas e sobremesas no fim.

Evite dezenas de categorias com dois itens cada. Entre seis e dez categorias costumam bastar para a maioria dos deliveries. Uma categoria de destaque no topo, com os três ou quatro itens que mais saem, ajuda quem não sabe o que pedir e encurta o caminho até o pedido.

Foto, nome e descrição de cada item

Foto real do prato, com luz natural e fundo simples, vende mais do que foto de banco de imagens. O cliente quer ver o que vai receber. Se ainda não tem foto de tudo, comece pelos itens mais vendidos e deixe os outros sem foto, em vez de usar imagem de outro prato.

O nome precisa dizer o que é: troque nomes criativos que ninguém entende por nomes que o cliente reconhece. A descrição curta lista o que vem no prato, a quantidade quando importa e o que pode causar dúvida, como ingrediente picante ou alérgeno.

  • Nome — “Frango grelhado com arroz, feijão e salada” diz mais do que “Prato do Chef”.
  • Descrição — Uma ou duas linhas: o que vem, quanto vem e o que muda de um tamanho para outro.
  • Preço — O valor final do item. Preço que só aparece no fim do pedido gera desistência.

Tamanhos, adicionais e observações sem confusão

Se o mesmo prato vem em tamanhos diferentes, cadastre como um item só com os tamanhos e o preço de cada um, em vez de três itens repetidos. A lista fica menor e o cliente compara na hora.

Adicionais pagos precisam mostrar o valor ao lado de cada opção, e as escolhas obrigatórias, como ponto da carne ou sabor, precisam ser obrigatórias de verdade no pedido. Decida também quais itens aceitam observação do cliente: campo livre em todos os pratos vira pedido de troca que a cozinha não consegue atender.

O item que acabou e o cardápio que muda

Item esgotado que continua no cardápio é o pior cenário: o cliente pede, paga e recebe uma ligação dizendo que não tem. Tire o item do ar no momento em que acabar e volte com ele quando repor. Se isso acontece todo dia, o problema é a quantidade preparada, não o cardápio.

Se o cardápio muda por dia da semana, como numa marmitaria, cadastre cada prato com os dias em que ele é servido, em vez de editar tudo de manhã. Revise o cardápio inteiro pelo menos uma vez por mês: preço desatualizado, foto antiga e item que saiu de linha vão se acumulando sem ninguém perceber.

Onde a IA do Chefe entra nessa lista

A IA do Chefe é a ferramenta que nós fazemos, então leia esta parte sabendo disso. O cardápio digital faz parte da operação gratuita, até 250 pedidos por mês: itens com foto, tamanhos com preço próprio, adicionais com valor, item que aceita ou não observação, dias da semana em que cada prato aparece e botão para tirar do ar o que acabou. Para começar sem digitar tudo, dá para importar o cardápio a partir de fotos, PDF ou planilha e revisar antes de publicar.

O mesmo cardápio alimenta a loja online e, quando você liga a IA, o atendimento no WhatsApp: a IA responde com o que está cadastrado. A IA é paga à parte, a partir do plano Por pedido, de R$ 0,89 por pedido sem mensalidade, até 500 pedidos por mês e com crédito de IA todo mês.

Perguntas frequentes

Quantos itens deve ter um cardápio digital de delivery?

Não há número certo, mas menos costuma vender mais. Um cardápio enxuto, com os itens que a cozinha entrega bem e rápido, é mais fácil de navegar no celular e de manter atualizado do que uma lista longa que ninguém lê até o fim.

Preciso de foto profissional para o cardápio digital?

Não. Uma foto feita no celular, com luz natural, fundo limpo e o prato montado como ele sai para entrega, funciona bem. O importante é a foto ser do seu prato. Comece pelos itens que mais vendem.

Devo colocar o mesmo preço do aplicativo de delivery?

É uma decisão sua. Muitos restaurantes cobram um pouco menos no canal próprio, porque ali não há comissão, e usam essa diferença como motivo para o cliente pedir direto. Confira antes se o seu contrato com o aplicativo tem alguma regra sobre preço.

Com que frequência devo atualizar o cardápio?

O que acabou, na hora. Preços e fotos, pelo menos uma vez por mês, ou sempre que um insumo subir de preço. Um cardápio desatualizado gera reclamação e pedido cancelado.

Cardápio em PDF serve como cardápio digital?

Serve para consulta, mas obriga o cliente a anotar tudo e mandar por mensagem. No cardápio digital com carrinho o cliente escolhe, vê o total e fecha o pedido sozinho, e você recebe o pedido já organizado.

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